Encontro com o passado!


Considerados verdadeiros fósseis vivos, os celacantos têm habitado os mares há mais de 380 milhões de anos, desde o período Devoniano. Acreditava-se terem sido extintos no Cretáceo Superior, até serem redescobertos em 1938 no litoral da África do Sul, um evento que causou assombro entre os pesquisadores.

– Eu não teria ficado mais surpreso se visse um dinossauro andando pela rua! – afirmou, na época, o ictiologista sul-africano  J. L. B. Smith, que identificou o peixe e publicou o artigo revelando a descoberta ao mundo.

Celacantos são bastante aparentados aos peixes pulmonados e pertencem ao clado dos peixes de nadadeiras lobadas, tendo uma fisiologia muito diferente dos demais peixes “modernos”. Sua característica mais interessante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos musculados que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira.

Nadar ao lado de um celacanto é um privilégio. É voltar a um passado distante, mergulhado em um ambiente de centenas de milhões de anos atrás, quando nem mesmo os dinossauros caminhavam na Terra.

Nesta foto, feita em 2010, a 120 metros de profundidade, o biólogo marinho Laurent Ballesta nadou ao lado de um destes remanescentes do passado longínquo, num local chamado Jeser Canyon (próximo à fronteira submersa da África do Sul com Moçambique).


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1 resposta

  1. 17 de julho de 2017

    […] frase é do biólogo sul-americano L. B. Smith, quando viu pela primeira vez um celacanto, peixe de nadadeira lobada que era considerado extinto até 1938, quando um deles foi pego por […]

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