Macacos Que Somos

Metade ou mais

E se a Humanidade resolvesse se autoimpingir uma restrição de 50% de suas pesquisas científicas, médicas e acadêmicas? Se extinguíssemos um em cada dois feitos extraordinários? Ou ainda renegar um Paul e um George para cada John e Ringo? O mero exercício já seria absurdamente estúpido, concorda? Então porque ainda fazemos algo equivalente todo dia?

O carioca Artur Ávila ganhou o mundo em 2014, e só depois ganhou o Brasil: contemplado internacionalmente com a Fields Medal, o “Nobel da Matemática”, só então veio a ser conhecido na esfera pública brasileira. Orgulhamo-nos dessa e de outras conquistas realizadas por prodígios daqui, e nessa hora não hesitamos em ressaltar que são brasileiros ante o reconhecimento internacional, apesar de pouco termos mudado a disposição da realidade nacional para que nossos talentos sejam projetados a partir daqui. Políticas como o Ciência sem Fronteiras são importantíssimas, até porque atinge patamares inéditos em qualificação de nossos estudantes com a estrutura e o nível de ensino de padrão mundial; mas devem ser vistos como apenas o começo, uma vez que somos uma das dez maiores economias do mundo nos últimos anos. Nossas Universidades estão longe de atingir uma presença significativa entre as 1.000 maiores do planeta. Artur, portanto, é um vitorioso que dobrou a dificuldade de simplesmente ter nascido no Brasil, dadas as condições parcas em que historicamente se assentava a nossa educação – não só acadêmica, que afinal tem melhorado, mas desde as bases, que invariavelmente atingiu sua geração como outras na sequência. Mal se consegue perceber em meio a todos esses fatores de que maneira ele teria (indireta e inocentemente) levado alguma vantagem sobre a outra grande revelação tupiniquim do ano passado nas páginas de jornal lá fora: Gabriela Barreto Lemos.

Gabriela, mineira, ganhou o mundo na área da Física: liderando uma competentíssima equipe de cinco pesquisadores, realizou um experimento que corrobora uma das mais complexas e intrigantes hipóteses da ciência moderna, o “emaranhamento quântico”. Seu feito foi chamado de revolucionário; seu trabalho foi publicado na Nature, a grande referência global de ciência de ponta. Com apenas 32 anos de idade, Gabriela é da mesma geração de Artur, que conta 35, e enfrentou a cada nível de sua educação as mesmas dificuldades inerentes de “simplesmente nascer e viver no Brasil”: mesmo com todas as salva-guardas que possam ter por serem de classe média ou alta desde sempre (parece ser o caso, mas isso é mero chute), ambos ainda enfrentariam a linha de corte enxutíssima do antigo vestibular em Universidades Públicas, o déficit de qualificação de nossos quadros docentes internos, a estrutura precária das nossas entidades de ensino, os currículos obsoletos e carentes de reformas, a burocracia acachapante no desenvolvimento de pesquisas científicas, o déficit de uma cultura educacional que gerasse um corpo discente produtivo, a falta de perspectiva para projeção profissional e acadêmica no país – enfim, toda uma conjuntura de fatores interdependentes que atravancam o desenvolvimento de uma comunidade científica brasileira pujante. Santo da casa faz milagre, sim: mas os efeitos do milagre só aparecem quando vêm num andor lá de fora, na casa dos outros…

Então de que maneira seria possível que Artur tenha, sem intenção, “levado vantagem” sobre Gabriela? Pelo menos em uma coisa me parece evidente que haja uma diferença significativa: Gabriela é mulher. Mas o que isso teria a ver? Alguém pode dizer que Artur e Gabriela receberam exposição na mídia brasileira em quantidade similar; mas francamente acho essa colocação discutível. Basta compararmos apenas os primeiros 20 resultados de link após uma busca no Google para cada um dos nomes (a quase totalidade de cliques sequer passa para a metade de baixo da 1ª página) para constatar algo no mínimo curioso: Ávila é citado de maneira notoriamente mais destacada do que Gabriela. É o que explica os 2 artigos na Wikipedia, um em português, outro em inglês (e há pelo menos ainda dois, um em francês e outro em espanhol, ambos fora dos 20 resultados), além de links para 8 grandes veículos da mídia brasileira; bastante, se comparamos com nenhum artigo na Wikipedia para Gabriela (nem mesmo uma citação em qualquer uma daquelas línguas nos artigos sobre o Gato de Schrödinger, tema relacionado à pesquisa da brasileira), o Google Imagens como primeiro resultado (por que será?); links de apenas 4 grandes veículos da mídia brasileira, 4 veículos de divulgação científica (2 brasileiros, 2 mundiais), 4 sites de interesse indireto (sendo um de fotografia e outro de… geografia!), 2 plataformas acadêmicas do Estado brasileiro, 1 perfil em rede social acadêmica internacional e, a cereja do bolo: 1 página no Facebook, perfil de uma quase homônima…

É essa diferença de tratamento o que pode atestar que o “simples fato de ser mulher” prejudicou Gabriela? Não, afinal essa repercussão nem sequer interfere no que noticiam, pois as manchetes obviamente vieram depois de seus feitos. Ademais, não é nada tão significativo que vaticine qualquer conclusão absoluta, mas são indícios não só de como recebemos essas notícias, mas de como, antes de tudo, encaramos “o lugar das coisas” ou “das pessoas” desde o início, conforme nossas predisposições culturais e sociais. Afinal, porque há tantos mais links em português para Ávila do que para Gabriela, mesmo quando ele, que foi laureado com uma honraria internacional (e ela não) tem múltiplas páginas na Wikipedia (e ela não)? Por que há, para ela, resultados mais difusos, com sites de interesse apenas paralelo (geografia!), e mais links diretos para agências acadêmicas de publicação, quando para ele não havia nenhum PDF publicado? Por que terá ele 3 milhões de resultados relacionados, e ela menos de 1 milhão? Há, claro, para tudo isso muitas possíveis explicações, algumas até bastante razoáveis (como ressaltar que ele foi premiado, enquanto ela não), mas até aí permanecemos tão especulativos quanto antes. Contudo, não é como “sintoma sexista” que toda essa diferença de repercussão interessa, mas como origem, ou como isso pode contribuir e adicionar mais essa de muitas outras pequenas diferenças (ou desigualdades) retroalimentando e compondo esse traço cultural. Se é questionável imputar ao machismo a origem absoluta dessa diferença (e certamente não é esse meu intento aqui), parece evidente que este pode ser um fator ao menos importante, uma vez que há diferenças consideráveis de privilégios entre homens e mulheres em várias frentes sociais, inclusive na Academia. Essa é, no mínimo, uma abordagem útil a ser encarada, e se torna muito mais significativa à luz do que precede e constrói o machismo na própria dinâmica social antes mesmo das notícias acontecerem, de sorte que o resultado final na soma das desculpas que desabonam o machismo parece não esconder a “faca de corte” que progressivamente se acumula contra as mulheres. No fim das contas é, na sobreposição reiterada e composição sistemática dessas pequenas diferenças e desigualdades que ganha corpo a maior parte da cultura que buscamos aqui questionar.

Vanity

Como eu dizia: Gabriela é mulher. E, nascendo no (ao mesmo passo) anacrônico e moderno Brasil, Gabriela resolveu fazer um curso em Ciências Exatas, área tipicamente dominada por homens. A moça, tanto quanto o rapaz, pode ter sido e muito provavelmente foi contemplada pela natureza com um dom especial para sua área de atuação (o que não diminui em nada seus esforços, já que o “dom” não se realiza sem o notório empenho e dedicação que seus trabalhos inegavelmente exigiam), mas Gabriela, mais do que Ávila (sem demérito algum para este), também teve que escolher isso. Ela mesma individualmente talvez nunca tenha sentido diferença de tratamento, ou ache que nunca fora diretamente prejudicada na vida pelo machismo (não sei qual seria a posição dela sobre isso, mas não quer dizer que estivesse absolutamente certa, nem que devesse ser tomada como uma verdade absoluta). Sendo ou não ela individualmente afetada por tais obstáculos, o fato é que eles estão por aí, sistematicamente, se interpondo às mulheres – e sua improvável “sorte” seria uma exceção frente a uma conjuntura estrutural persistente. Afinal, o que não é, depois de passar por tantos “filtros” até o vestibular, ter que pensar em estudar ou não com uma turma só de homens, ou decidir ou não por residência universitária, morando quase isolada de outras mulheres em Estados e até países desconhecidos? O quanto não seria desconcertante ter que colocar no mesmo patamar de valor decisório a qualidade acadêmica do curso e a localização da parada de ônibus mais próxima do bloco no turno da noite? Não por acaso conheço pouquíssimas mulheres que já tenham pensado a sério em fazer Física, computação ou engenharia, mas acredito que boa parte até pensou nisso por um instante fortuito, porém descartou como se fosse um lapso, um devaneio… quase sempre vão para cursos com predominância feminina (Psicologia, Pedagogia, Arquitetura, Letras…) ou de gêneros mistos (Direito, Administração, Medicina, Ciências Sociais, Jornalismo…).

Há possíveis diferenças intrínsecas e naturais que levam à predominância de interesses de mulheres em determinados tipos de cursos e homens em outros; eu não combato essa alegação radicalmente. O psicólogo Steve Pinker demonstra com riqueza de detalhes em um dos capítulos de seu livro Tábula Rasa os indícios de que mulheres geralmente escolhem cursos de ciências humanas, e homens de ciências exatas; Susan Pìnker, psicóloga e sua irmã, também explora a questão em O Paradoxo Sexual, reforçando a hipótese de que há, sim, alguns fatores inatos significativos nessas predileções. Em suma: é arbitrário e até provavelmente antiético exigir previamente que todo tipo de atividade, acadêmica ou não, tenha que ser invariavelmente ocupada ou desempenhada na mesma proporção por ambos os sexos (50% para cada lado). Ainda assim, os dois autores concordam em admitir o peso de causas além da biologia, o que abriria espaço, a meu ver, para o uso de políticas corretivas pontuais (como o sistema de cotas universitárias) que utilizassem esta proporção ou, a depender do caso, até proporções maiores em favor de um dos lados… No fim das contas, é mais consistente e inegável reconhecer que há condicionantes sociais muito fortes que ainda impedem desembaraçar com absoluta clareza o quanto de cada um dos fatores social e biológico contribui para o resultado final. Em um vídeo popular no Youtube, Neil deGrasse Tyson foi muito sensível e feliz quando comparou com bom humor a condição de mulheres à de negros com relação a seu presumido menor interesse em se envolver com ciências: “antes de começarmos a falar sobre diferenças genéticas, temos que encontrar um sistema onde as oportunidades sejam iguais e aí sim podemos falar de genética…”.

Em suma, ao preservarmos a cultura discriminatória que nos parece tão natural estamos desperdiçando metade ou mais de nosso potencial acadêmico e criativo. São pesquisas que poderiam trazer a cura para doenças gravíssimas, que poderiam revolucionar a produção sustentável de alimentos e desenvolver novas tecnologias de grande valor. Há mais de um século e meio as ciências tidas como “predominantemente femininas” já vêm trazendo elementos de ruptura e crítica à epistemologia positivista, demonstrando com isso não apenas a insuficiência das ciências clássicas (exatas e naturais) tipicamente “masculinas” para compreender a realidade na sua integridade (afinal, o ser humano está imerso nela, e como tal que a percebe), mas também a pertinência de leituras heterogêneas, diversas. E mesmo assim, a triste realidade é que a presença de homens é flagrantemente muito mais significativa nesses cursos “femininos”, embrenhados da sensibilidade perceptiva e afetiva e das habilidades sociais que caracterizaria as mulheres (psicologia, pedagogia, terapia ocupacional, nutrição etc.) do que a presença delas em cursos por eles dominados: só se encontra proporções reduzidas similares de homens em alguns cursos predominantemente femininos muito específicos, como turismo, moda, enfermagem, serviço social e economia doméstica – aqueles com “menos viés teórico e mais prático, técnico” (não no sentido de “dispensarem o estudo de teoria”, o que seria uma alegação absurda, mas de serem quase sempre ciências aplicadas e que não encontram maior destaque enquanto profissão qualificada no meio social). Mais uma vez: por que será?

E digo “mais do que metade” não como um artifício retórico, apenas porque pudéssemos incluir aí também os preconceitos com outros gêneros (transfobia, homofobia), os étnicos-raciais, os socioculturais, os socioeconômicos, os regionais, os modal-linguísticos e de outros tipos (o que somaria uma parcela significativa da população, maior do que metade): mesmo se nos restringirmos à demografia feminina e a arredondássemos a 50% da população (embora na prática seja sempre ligeiramente superior), estaríamos perdendo “metade ou mais” de nosso potencial. Afinal, com igualdade de oportunidades (seja ou não por fruto de políticas de compensação histórica), teríamos à nossa disposição as habilidades e perspectivas que as mulheres poderiam legar em muito maior quantidade através da ciência. Lembremos que geralmente os melhores estudantes nos níveis mais básicos da educação são meninas, mas elas perdem esse posto de destaque à medida em que envelhecem em função quase sempre das imposições sociais em múltiplos graus. É claro que, para fazer desse argumento de “metade ou mais” algo mais objetivo e consistente, seria aritmeticamente conveniente dobrar o número de vagas em universidades; contudo, lembremos que se há algum gênero para o qual se pode atribuir a preponderância de uma atitude inclusiva e coletivista é do lado das mulheres… e já que, pelos estudos da sociologia do conhecimento e da recente neurociência, a base da cognição e da criatividade é eminentemente contextual e colaborativa (como são a arte, a ciência ou qualquer outra área de conhecimento), o típico laconismo e competitividade individualista tão marcadamente masculinos não podem ser guias exclusivos ou preferenciais do desenvolvimento de quase todas as ciências, invariavelmente, como geralmente são (veja-se, por exemplo, como isso alimenta o fenômeno da “salami science“!)…

Nem Ávila nem Lemos têm qualquer “culpa” pela desigualdade que se estabelece entre ambos. Individualmente e a princípio ninguém tem; talvez “formadores de opinião” possam ser profissionalmente responsabilizados quando fomentam em público ideias nesse sentido. Mas a sociedade como um todo é que reforça essa disparidade e, sendo formada por indivíduos, é somente por meio de cada um de nós que pode mudar. Não somos “culpados”, mas somos responsáveis, e a omissão em reconhecer esse estado de realidade pode custar o atraso ou desperdício constante e reiterado de nossas maiores conquistas. Lembremos: estamos perdendo metade ou mais! Quando uso expressões como “ciências predominantemente femininas ou masculinas”, por exemplo, não estou atando uma marca de gênero ao que não deve ser rotulado, mas primeiramente remetendo à realidade social em que se reconhece as referidas taxas de ocupação e associação subsequente historicamente consolidada. E mesmo aí, em segundo lugar, mas não de forma irrelevante, pode-se vislumbrar o quanto cada uma delas é permeada por valores e comportamentos que, emanando principalmente do universo das mulheres, legam conhecimentos e metodologias como grandes heranças de qualidade às nossas vidas. Colaboração, performance, flexibilidade, empatia, articulação verbal, inteligência emocional e observação moral são apenas alguns dos traços muito femininos que poderíamos realçar aqui e que tornariam a ciência (assim como qualquer outra forma de atividade e conhecimento) ainda mais rica por dentro, mais produtiva para fora e, no fim das contas, mais humana e imprescindível. Infelizmente não temos “prêmios nobéis” para realçar esse tipo de conquista; mas, em parte, dar reconhecimento às ciências humanas independente de premiações já é parte do processo de absorção de uma perspectiva menos hermética e competitiva e mais complexa e abrangente… parte, um começo possível, mas não tudo.

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MQS6 - Figura 2

Enquanto concebia esse texto, descobri o documentário “Chega de Fiu Fiu”, que fez história no catarse e se tornou uma das maiores arrecadações-relâmpago da história do site. Bateu seu objetivo inicial, mas com mais recursos, pode contar mais histórias e gerar mais spin-offs…

Ainda acha pouco o que acontece com as mulheres? Parece exagero dizer que “são prejudicadas” quando “qualquer uma delas pode chegar ao vestibular tanto quanto qualquer homem”, competindo “de igual para igual”? Talvez outra percepção lhe ocorra como me aconteceu quando passeava com minha esposa e fomos abordados consecutivamente por dois estranhos: como acontece com qualquer brasileiro, pensei imediatamente que poderia ser assaltado, e logo depois disse com ela: “é por isso que você não gosta de sair sozinha na rua” – além de ser assaltada, ela poderia ser raptada, estuprada e morta com muito mais facilidade… e não é preciso sequer correr o risco efetivo de tal violência; do mesmo jeito que eu não sabia se os caras eram assaltantes (e não eram), ela não saberia se eram estupradores; mas nada disso me impediu ou a impediria de temer intuitiva e legitimamente pela própria sorte. O sobressalto ocorre aos dois gêneros, mas obviamente em proporções muito diferentes; sinceramente, é muito mais natural para as mulheres se preocuparem com isso, especialmente na nossa cultura moderna, que já tem valores para mudar isso muito mais do que já mudou.

Ou talvez com o trailer do documentário Chega de Fiu-fiu (https://www.youtube.com/watch?v=W6WL75vRwOg) fique claro a partir de uma situação aparentemente banal o quanto estamos longe da igualdade de gêneros. Não é preciso nem sequer beber para reconhecer com um pouco de observação que bebida altera a consciência, sim (gera desinibição e, em alguns casos mais extremos, perda de memória), mas não afeta a personalidade e os valores de ninguém; as revela. Sendo assim, os caras que davam entrevistas em mesas de bar certamente se diriam contra qualquer discriminação contra as mulheres, mas reproduziam em suas falas alguns dos mais claros absurdos machistas. Um dos entrevistados falou em “cidade de milhões”, como se isso justificasse em vez de agravar um comportamento ofensivo! Ora, se “mulheres devem ficar em casa” para não serem abordadas agressivamente por estranhos em plena rua, imagine saírem sem qualquer sorte de preocupação para o mercado, para trabalhar ou estudar Física! Se no cotidiano é assim, imagine o que não se acumula em atividades tão complexas e prolongadas quanto a formação científica…

* Essa é uma reflexão feita por um homem afeito à igualdade de gênero como de muitas outras modalidades. Porém não pretendo aqui nem esgotar o assunto nem “representar os movimentos minoritários”. Seria inautêntico e francamente estranho. Além do mais, reconheço e lamento ter usado quase estritamente referências masculinas… mas isso é também reflexo (individual e coletivo) da cultura machista que ainda vivemos tão fortemente e que tentamos combalir aqui. De toda forma, só posso falar desse lugar de observação e tentar ser o mais sensível possível àquilo que não entendo, de sorte que todo protagonismo nos discursos e na resolução dessas questões deve ser reconhecido (e não ‘conferido’) às próprias mulheres.

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Links (e algumas observações):

Artur Ávila ganha a Medalha Fields:
http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/brasileiro-ganha-nobel-da-matematica-13577813

Brasil conta 18 entre as mil melhores Universidades do planeta; nenhuma entre as 100 primeiras.
http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/07/30/brasil-tem-18-universidades-em-ranking-com-as-1000-melhores-do-mundo.htm

Gabriela Barreto Lemos lidera equipe que atinge feito inédito na Física: http://www.istoe.com.br/reportagens/381125_UM+GATO+UMA+BRASILEIRA+E+UM+FEITO+INEDITO+NA+FISICA

Pesquisa no Google com a entrada ‘Artur Ávila’https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&es_th=1&ie=UTF-8#q=Artur%20%C3%81vila

20 primeiros resultados: Wikipedia (PT) – Wikipedia (EN) – Revista Piauí – Revista Piauí – Impa – Impa – Zero Hora – Conexão Paris – International Mathematical Union – G1 – EBC (Empresa Brasileira de Comunicação, orgão federal) – IMJ-PRG (Institut de Mathématiques de Jussieu-Paris Rive Gauche) – Megacurioso – Youtube – Exame – Veja – Época – Folha – Gizmodo. Total do Google: aproximadamente 3.010.000 resultados.

Pesquisa no Google com a entrada ‘Gabriela Barreto Lemos’:
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&es_th=1&ie=UTF-8#q=Gabriela%20Barreto%20Lemos

20 primeiros resultados: Google Imagens – G1 – Istoé Independente – Ciência Hoje – Nature – VCQ (Vienne Center of Quantum) – O Tempo – Facebook (perfil de homônima) – Inovação Tecnológica – Plataforma Lattes – Arxiv (artigo em PDF) – Hypescience – Pavan Fotografia – IQOQI Vienna – Scientific American – National Geographic – Research Gate – Wine, Physics and Song – Terra (vídeo Istoé) – Geografia de Classe (blog) – Biblioteca Digital de Teses e Disertações. Total do Google: aproximadamente 945.000 resultados

Pergunte Neil DeGrasse Tyson – Análise racismo
https://www.youtube.com/watch?v=azH49eq9rcg

Fernando Reinach – Darwin e a prática da ‘Salami Sicence’:
http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,darwin-e-a-pratica-da-salami-science-imp-,1026037

Catarse: Documentário Chega de Fiu-fiu (com trailer): http://www.catarse.me/pt/videochegadefiufiu

Correio Braziliense: Onde estão as cientistas?: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2015/02/23/interna_revista_correio,471851/onde-estao-as-cientistas.shtml

Este texto, como os das demais colunas opinativas do portal, é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente o ponto de vista dos demais colunistas ou do papodeprimata.com.br.


Sávio Mota

Sávio Mota

Cearense de cabeça pontuda, dizem que é jornalista e rebento da tal geração Y. Cético desde sempre e corinthiano desde que é gente, gosta de ciências e futebol, cinema e documentários de tevê - além de ser apaixonado por História e por Evolução. É CODA. Tem um pequeno canal no Youtube, "O Mundo Paralelo de Neander". Wanna be a scientist. Normal não é.

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